quinta-feira, 12 de abril de 2012

No fim das contas, computadores não vão salvar a educação

Idealizado em 2005 pelo pesquisador Richard Negroponte, o computador educacional OLPC XO-1 foi criado com a nobre intenção de levar a tal da revolução digital a salas de aula de países pobres ao redor do mundo. Mas, distribuído desde 2008 e com 2,5 milhões de unidades espalhadas em 42 países, ele parece não ter efeito revolucionário na educação dos locais em que está presente, pelo menos na opinião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com a instituição, o pequeno computador verde não melhorou o desempenho dos estudantes das escolas públicas do Peru, país que tem uma das educações mais deficientes do subcontinente (pois é…). No levantamento, foram pesquisados os resultados de alunos de 319 escolas do país. Os números mostram que o uso do OLPC não representou qualquer melhora nos índices de aprendizado de línguas ou matemática em relação às crianças que dispunham de uma educação “convencional”, com lousas tradicionais, lousas e giz.

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